Ok, esse não é o título de verdade. É só uma brincadeirinha.
Para quem não conhece Buck-Tick, aqui vai uma foto deles (isso é de 2002/2003).
http://i46.photobucket.com/albums/f117/tigerpal/Scans4/UV87_p27.jpg (o loiro é o Imai, guitarrista do B-T e o moreno é o Atsushi, vocal. Ok? 8D)
A fic se passa em 95. E é isso... não sei se vai fazer sentido, mas fico contente com quem ler/comentar:
***
Estava recostado em alguns travesseiros, semi sentado na cama, com apenas um pedaço de lençol a cobrir lhe o corpo. Sentia como se houvesse acabado de sair de um torpor. Quem sabe tivesse cochilado, não sabia ao certo. Só sabia que, agora, estava sozinho naquele quarto.
Cogitou por um momento que Imai simplesmente houvesse ido embora, porém lembrou que era na casa dele que estavam.
Sorriu colocando a ponta dos dedos sobre os lábios. Não duvidava que Imai pudesse ir embora e só depois percebesse que estava saindo da própria casa.
Atsushi espreguiçou-se tocando os próprios ombros em seguida, num gesto que costumava fazer para afastar deles seus longos cabelos. Novamente teve que sorrir. Não existia mais cabelo longo algum para afastar, não se acostumara com isso ainda.
Sua decisão de cortar os cabelos pegou alguns de surpresa. Os amigos não costumavam entender a necessidade de mudar que possuía, de trocar de casca. Aqueles cabelos o tornavam frágil. Frágil diante da própria beleza feminina que via diante do espelho. Como se seus sentimentos fossem influenciados por aquela imagem, como se sentisse uma mulher.
Não queria mais aquilo, não queria mais ser vítima de sentimentos dúbios. Queria que eles o houvessem deixado junto das longas madeixas, queria finalmente ter paz.
Era engraçado. Se ainda tentava afastar os cabelos dos ombros, se muitas vezes tinha aqueles gestos de quem tem cabelo comprido, talvez fosse um sinal de que não havia conseguido mudar de fato. Não ainda. Sua alma não tivera tempo de acostumar-se com sua nova imagem.
“Atsushi?” Ouviu a voz de Imai lhe chamar, como se aquela não fosse a primeira vez que houvesse tentado chamar sua atenção.
Virou o rosto na direção da voz dele e sorriu. Sorriu por ver Imai ali, sorriu confuso, por ver uma câmera em suas mãos.
A primeira coisa que veio a mente do vocalista foi que seu amigo tivera uma idéia pervertida. Afinal estava nu, no meio do quarto, segurando uma filmadora portátil.
“Você vai precisar de um tripé se quiser nos filmar fodendo, Imai” Falou divertido, ajeitando-se na cama, rindo da aparente confusão que se formou no rosto do guitarrista.
Ele gesticulava com as mãos, sem conseguir falar coisa alguma. Era sua maneira de dizer que não era aquilo que tinha em mente. Então o que será que ele queria?
“Eu quero que você cante para mim...” Murmurou, chegando perto da cama, ficando de joelhos nela, relativamente afastado do amigo. “Só para mim, como fazia antigamente.”
Sua voz soou nostálgica aos ouvidos de Atsushi, que tentava lembrar-se do que o outro estava falando. Será que ele se referia aos dias que passavam no quarto de Imai, bebendo e fumando escondidos enquanto ouviam aquelas bandas ocidentais que mal tinham capacidade de pronunciar o nome?
Então Imai lembrava daquilo. Era curioso que ele se lembrasse de qualquer coisa, quanto mais de uma que nem o próprio Atsushi recordava direito.
“O que o meu Imai quer que o seu Acchan cante?” Perguntou num tom forçadamente carinhoso, achando que o outro estivesse tentando lhe pregar uma peça. Já que não lhe fazia sentido Imai sentir-se possessivo a seu respeito.
O guitarrista queria ouvir qualquer coisa, desde que fosse com a voz de Atsushi, era isso que dizia, deixando o vocalista confuso.
Devia cantar uma música própria? Uma música do outro? Talvez uma música que significasse algo importante para ambos, havia alguma música assim, não?
Começou a cantarolar mentalmente, fechando os olhos, pensando que mesmo hoje não conseguiria pronunciar corretamente o inglês daquela música. Embora soubesse que Imai não iria se importar com isso, já que ele mesmo a pronunciaria de uma forma ainda mais sofrível, Atsushi não queria fazer feio. Seria por estar sob as lentes de uma câmera? Ou apenas por um desejo infantil de surpreender o outro? Não sabia.
Notou, ao abrir os olhos, que seu amigo já começara a lhe filmar. Fitando-o com uma incomum concentração, segurando firme a câmera.
Sorriu para Imai, começando a pensar que a vodka que beberam antes de irem para cama o podia estar afetando. Mesmo sendo óbvio que apenas uma garrafa não fosse o suficiente para alterar qualquer um dos dois.
“Espero que você não tenha usado aquelas coisas que esconde no armário do banheiro. Ou o Ani vai surrá-lo usando as baquetas.” Falou, achando graça da situação, sorrindo diante do dedo médio que Imai acabou por levantar.
Moveu-se na cama, saindo de sua posição relaxada, ficando também de joelhos nela. Trocou a expressão preguiçosa por uma outra, que Imai devia conhecer bem, e fixou seus olhos na lente da câmera.
Desejou por um momento haver bebido outra garrafa de vodka, achava-se mais bonito diante das câmeras quando estava completamente bêbado. Só assim perdia totalmente as inibições, permitindo-se ser aquele outro Atsushi.
Respirou fundo e umedeceu os lábios, passando a língua lentamente por eles, sem parar de sorrir. Concentrou-se na filmadora, tentando não perder seu olhar no corpo nu de Imai que a segurava, por fim começando a cantar.
Sua voz rouca reverberava pelo quarto, cantando aquela música em um inglês menos péssimo do que quando eram adolescentes, trazendo um sorriso ao rosto de Imai. Atsushi sabia sempre o que fazer para agradá-lo, até mesmo quando aparentava não fazer idéia do que o guitarrista desejava.
Vê-lo pelo visor da câmera era estranho aos olhos de Imai. Era uma visão diferente da que estava acostumado. Já que normalmente seu colega de banda cantava ao seu lado, às vezes muito próximo, mas nunca desse jeito. Não assim com os olhos tão fixos em sua direção.
O cabelo, agora curto, de Atsushi estava desarrumado de uma maneira que quase parecia proposital. Os olhos negros eram adornados com olheiras profundas, que lhe davam um ar mórbido e cansado. Ver feições tão decadentes num rosto tão bonito, fazia Imai esquecer por um momento da música que seu amigo esforçava-se tanto para cantar.
O coração de Atsushi batia acelerado causando uma sensação de desespero que conhecia bem. Era o outro motivo que o fazia beber tanto antes dos shows, aquele desespero de subir ao palco. E agora ele parecia tão forte, mais forte por estar cantando para Imai do que se cantasse para uma grande platéia.
Aquilo estava claro nos olhos de Atsushi, que ganhavam uma expressão de medo, ficando ainda mais sensuais e escuros. Pelo menos para Imai era assim que eles pareciam. Sempre achara sensual o medo nos olhos de seu amigo.
Mesmo que mantivesse sua voz firme, assim como seu olhar, Atsushi não sabia onde pôr as próprias mãos, naquela ausência de microfone. Pensou em fazer gestos com elas, esticá-las em direção a câmera, como num clip. Contudo isso lhe pareceu comum demais, típico demais. Como iria surpreender Imai assim?
Seu nervosismo aumentava, sua mente pensava na grande quantidade de vodka que desejava haver ingerido e suas mãos continuavam incertas.
Abaixou o olhar por um momento, murmurando uma parte instrumental da música, abraçando o próprio corpo numa aflição que não era tão falsa quanto deveria parecer.
Apertava a própria carne, se arranhando, gemendo baixo antes de erguer novamente o olhar para a filmadora e iniciar uma nova estrofe da canção. Mordia o lábio inferior fazendo pausas estratégicas, arranhando os braços, descendo as mãos pelo peito. Sua voz tornando-se dolorida assim como sua pele marcada.
Imai parecia surpreso, como se não houvesse pensado que Atsushi atuaria daquela maneira diante de si. Indeciso se devia manter a câmera firme nas expressões do vocalista ou se seria melhor que ela passeasse como passeavam as mãos do amigo pelo próprio corpo.
O refrão chegou carregado daquela emoção sofrida, tão forte que fazia o vocalista fechar os olhos e sacudir a cabeça. Tão forte que precisava cravar mais as unhas em seu peito para tentar escapar dela.
Enquanto uma mão ocupava-se de causar aquela dor, a outra descia muito devagar, aparentemente despretensiosa até chegar ao seu destino. Um destino pervertido, entre as pernas de Atsushi.
Naquele momento o guitarrista teve que agradecer a todo autocontrole que possuía. A essa altura já estaria gemendo se não fosse por ele. Ou até mesmo teria deixado a câmera de lado, ocupando-se de ajudar Atsushi com sua dor. Ajudar a causá-la.
E pensar que suas intenções eram ingênuas e nostálgicas quando resolveu pedir que seu colega de banda cantasse exclusivamente para ele, por um momento que fosse.
Um gemido mais alto e desesperado que o outro. Longos, tremidos. E mesmo assim Atsushi continuava a cantar, a olhar para a câmera, a ignorar os efeitos que sua atuação começava a mostrar no corpo de Imai.
Entrava num transe, um quase sóbrio, enleado por seu desejo. Tocava-se com os mesmos movimentos que costumava mimetizar no palco. Os movimentos firmes e lentos de sua mão a envolver o próprio pênis.
Atsushi não pôde precisar, mas soube que em algum momento chamara o nome de Imai entre seus gemidos. Provavelmente fora no mesmo instante que ignorara totalmente a letra da música, substituindo-a por outras frases, em japonês. Frases sujas, seguindo o ritmo daquela canção.
E Imai prosseguia filmando, esforçando-se para não tremer, para manter a imagem perfeita da câmera. Não podia perder nenhum momento daquela que era a melhor performance que Atsushi já fizera. Não se perdoaria se sucumbisse ao desejo de tocá-lo ou de tocar-se.
“Imai...” Atsushi gemeu desesperadamente, deixando sua cabeça pender para trás, tocando-se com cada vez mais intensidade. Uma mão marcando seu peito e costelas enquanto a outra fazia o que desejava que Imai estivesse fazendo naquele momento. Queria ele. Queria ele dentro de seu corpo, puxando seus cabelos longos. Que cabelos? Não havia mais cabelo longo. Não era mais aquele Atsushi que desejava ser dominado.
Era isso, pensou sorrindo, não devia mais sentir tanta vontade de submeter-se a Imai. Devia submetê-lo, assim como fizera momentos atrás. Assim como vinha fazendo desde que se livrou do fardo de seu eu feminino.
“Agora, você vai gemer para mim, Imai” Murmurou, parando de cantar, colocando as duas mãos na cama para engatinhar a pequena distância que o separava do guitarrista.
Aquele não era o final que queria. Imai quase pediu que o outro voltasse a cantar, ainda segurando a câmera, quando Atsushi começou a tocar-lhe o corpo com aquela fome que lhe era habitual.
Soube que nada poderia pará-lo. Não que Imai quisesse de fato o parar, até por que a imagem de Atsushi a abocanhá-lo também era deveras interessante.
Empunhou a câmera com apenas uma das mãos, dando um close up na face do vocalista, enquanto a outra se dirigia para tocar lhe a nuca e adentrar por seus cabelos curtos.
Sentiu Imai puxar seus cabelos e olhou para cima, vendo que o guitarrista continuava a filmar-lhe. Provavelmente o amigo queria que continuasse atuando para ele.
Não desviou o olhar da câmera, pelo contrário, manteve seus olhos presos nela da mesma forma que estivera fazendo antes. Só que, dessa vez, seus lábios estavam ocupados de uma outra forma e as mãos nada incertas.
Provava Imai, sentindo seu cheiro ficar mais intenso, seu gosto dominando-lhe o paladar. Imaginou que conseguiria saciar-se apenas por sentir o outro daquele jeito, apenas por deixá-lo preencher sua boca quase a ponto de sufocá-lo.
Sabia que a mão do guitarrista em seus cabelos não era apenas para chamar sua atenção para câmera, fazendo que olhasse para ela. Imai queria controlar seu ritmo, ditar como queria que lhe desse prazer. Pelo jeito, não aprendera que o novo Atsushi não se deixaria dominar assim facilmente. Não se não fosse do seu interesse.
Colocou ambas as mãos nas coxas de Imai, fingindo uma carícia para distraí-lo, o empurrando de súbito na cama e ficando entre as pernas dele.
Ouviu palavras nada bonitas sendo resmungadas por seu amigo, que provavelmente havia batido com a cabeça em algum lugar, embora mesmo assim continuasse segurando a câmera.
Atsushi quase riu da força de vontade que Imai estava tendo para filmá-lo. Se ele agisse sempre com tanta perseverança, pouparia muito do trabalho que o vocalista costumava ter.
“O Imai está guardando uma lembrança do seu Atsushi? Isso tudo é medo da memória falhar quando eu me cansar do Imai e ele for se aliviar pensando em mim? E eu que pensava ser inesquecível...” Disse num tom baixo, rouco, olhando para a câmera. Forçando-se para parecer sério, mesmo que risse por dentro.
Imai sentia o sangue esquentar com aquelas provocações de Atsushi. Ficava irritado com a maneira de o vocalista tentar tirá-lo do sério, sempre dizendo coisas que possivelmente o magoariam se não fosse tão acostumado com elas.
Muitas vezes acabavam lutando, fisicamente mesmo, no meio do sexo por conta de tantas provocações. Mas não seria assim daquela vez. Iria deixar Atsushi fazer o que quisesse desde que ele continuasse olhando para câmera, interpretando aquele papel que lhe cabia tão bem.
Passou a língua pelos lábios e a mão pelos cabelos, respirando fundo. Sentou-se com as pernas dobradas, puxando os quadris de Imai para o próprio colo. Desviando por um momento o olhar da filmadora, concentrando-o no pênis de Imai.
Tocou-o com as pontas dos dedos de uma das mãos, sorrindo ao ver o guitarrista encolher-se e arrepiar-se. Tinha certeza que ele estava controlando os próprios gemidos.
Envolveu-o com os mesmos dedos que o acariciavam, começando a estimulá-lo, voltando a fixar seus olhos nos dele e consequentemente na câmera.
Filmar começava a se tornar difícil para Imai. Manter sua mão firme, segurar os próprios gemidos e espasmos era uma tortura. Uma quase tão grande quanto ficar totalmente passivo nas mãos do vocalista.
Atsushi tocava seu corpo ao bel-prazer, torturando-o com sua lentidão, com seu olhar. Começando a gemer como se masturbasse a si próprio, enquanto pressionava a mão no pênis de Imai.
Com as pernas abertas no colo dele, começava a senti-lo roçar contra seu corpo sem contudo fazer qualquer pressão para começar a penetrá-lo. Aquele toque deixava Imai ainda mais arrepiado, ansioso. Como se algo lhe dissesse que Atsushi não o iria possuir se não implorasse a ele por isso.
E Imai estava certo em sua suposição. O vocalista sentia-se muito à vontade provocando-o e podia fazer isso por um longo tempo. Embora soubesse que a resistência do outro não duraria tanto assim.
Logo o guitarrista começava a gemer baixinho erguendo o próprio quadril com dificuldade. Tentando inutilmente fazer Atsushi intensificar tanto a carícia em seu pênis, quanto o roçar contra suas nádegas.
Ver Imai se entregando daquela maneira era excitante, mas ele deveria saber que apenas aquilo não bastaria para que Atsushi resolvesse saciá-lo. Não agora que estava tão entretido gemendo para a câmera.
“A-Atsushi...” Imai disse, temendo que sua voz estragasse a gravação. “Faça logo... pare com isso, você quer tanto quanto eu.” Falou um pouco mais alto, esforçando para roçar seu quadril no colo do vocalista com mais intensidade.
Um sorriso largo apareceu nos lábios de Atsushi que pensava responder Imai com alguma malcriação. Afinal, mesmo que quisesse aquilo tanto quanto o guitarrista, ambos sabiam que Atsushi conseguia segurar a própria vontade por bastante tempo se assim quisesse.
Apesar disso, resolveu dar uma chance para Imai daquela vez. Até mesmo por que deveria ter pouco filme sobrando na filmadora. Se bem conhecia Imai, era capaz dele nem ter se certificado de haver colocado uma fita nova na câmera.
Parou de acariciá-lo, colocando ambas as mãos por baixo dos quadris de Imai, abrindo caminho para penetrá-lo.
Ajoelhou-se na cama empurrando o corpo contra o do guitarrista, entrando nele sem muita dificuldade. Afinal, não fazia muito tempo que haviam feito aquilo. Pensava ser melhor assim, da segunda vez, já que não precisava ter cuidado para não o acabar machucando.
Controlar os gemidos era quase impossível, assim como tentar manter qualquer orgulho. Não conseguia de fato ser orgulhoso na cama, especialmente com Atsushi.
Enlaçou a cintura dele com as pernas, o convidando para ir mais fundo em seu corpo. Contente em poder filmar a expressão de prazer que se formava no rosto de Atsushi.
Os gemidos roucos do vocalista misturavam-se ao arfar de Imai. A imagem na câmera tremia um pouco, culpa dos movimentos bruscos de Atsushi. Mas o guitarrista sequer pensava em reclamar. Sequer pensava qualquer coisa que fosse. Segurava a filmadora mais por instinto que por consciência, pois essa o abandonava cada vez mais no vai e vem dos dois.
Cravava as unhas nas coxas de Imai, inclinando seu corpo sobre o dele, olhando mais de perto para a lente da câmera, mordendo os lábios e fechando os olhos por uns instantes. Tinha que admitir que a idéia de estar sendo filmado o excitava.
Chamou o nome de Imai de modo desesperado, como se necessitasse dele, encarando fixamente a câmera. Sabia que sua interpretação e seus movimentos eram o suficiente para fazer o guitarrista gozar, sem precisar de mais nenhum estímulo. No entanto, pensou que gostaria de vê-lo gemer mais, contorcer-se mais. E para isso voltou a envolver-lhe o pênis.
Logo os gemidos do outro começavam a confundir-se com os seus. Altos, tremidos, num belo contraste com os de Atsushi. Sempre achara que as duas vozes contrastavam bem. Fosse cantando ou gemendo. E possivelmente Imai devia achar o mesmo.
Não conseguia mais controlar sua força, nem seus movimentos. Quase não conseguia mais atuar. Apenas agindo como sempre agia, esquecendo por um momento aquela câmera. Câmera que não parecia de todo esquecida por Imai, que ainda a empunhava firmemente com uma das mãos.
Pôde sentir Imai pulsar em sua mão, estremecendo, gozando. Um grito escapando de sua garganta, os olhos se fechando com força enquanto ele apertava ainda mais as pernas em volta da sua cintura.
O prazer do outro era tudo o que precisava para chegar ao próprio ápice. Era tudo o que precisava para esquecer o seu autocontrole e também permitir-se derreter junto ao outro.
Arfou de olhos fechados, relaxando, deitando por cima de Imai e apoiando a cabeça em um de seus ombros.
Imai pôde finalmente deixar a câmera de lado após o gozo de Atsushi. A expressão final dele daquele momento era algo que iria querer rever muitas vezes. Fosse participando da cena ou apenas como um mero expectador.
Apertou o botão que encerrava a filmagem e soltou a filmadora sobre a cama, abraçando Atsushi ternamente.
“Agora sei que se um dia a banda der errado, você não vai morrer de fome...” Comentou com a voz fraca, sentindo Atsushi pesar sobre seu corpo.
O vocalista riu, erguendo o rosto e encarando Imai, só então se dando conta que não o havia beijado em nenhum momento desde que ele voltara para o quarto.
Encostou brevemente os lábios nos dele, pensando que poderia até mesmo apaixonar-se por ele qualquer dia desses.
“Você seria meu cafetão? Ou meu agente?” Perguntou afastando uma mecha do cabelo, agora tingido de loiro, da face de Imai. Vendo-o rir aquele riso desengonçado. Ele não precisava falar mais nada. Apenas aquele riso era suficiente para Atsushi.
Voltou a encostar-se em Imai, sentindo seu calor o envolver, o embalar. Talvez já estivesse apaixonado por ele.