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Anne_chan
03 January 2010 @ 01:24 pm
Começando o ano com pé direito e vindo para o LJ contar sobre a virada.

Confesso que estava com um pé atrás sobre a virada. Seria na praia, o que é ótimo, mas teríamos que pegar uma enorme fila e o tempo estava péssimo.

No fim esquentou, a virada foi ótima e nós ainda demos uma esticada. Foi bom passar os dois primeiros dias do ano na praia se divertindo, mesmo tendo que pegar outra fila quilométrica para voltar para casa.

Comi coisas gostosas, ri bastante com a Nana, joguei Street Fighter e Tekken 6, brinquei na água e tomei uns caldos épicos 8D

Queria que a energia boa desses dias de diversão e descanso dure bem além do ano novo. Que ter começado o ano assim seja um bom pressagio de que coisas boas vão acontecer em 2010.

Então é isso, 2010, mostre-se infinitamente melhor que 2009 PLZ!
 
 
Anne_chan
30 December 2009 @ 06:35 pm
Eu comecei esse LJ no dia 30 de dezembro de 2006, ou seja, 3 anos de LJ.
Não posto muito aqui e uso esse espaço mais para desabafos pessoais do que para qualquer outra coisa.
E, talvez por ter começado numa virada do ano, posts de ano novo são comuns nesse parado LJ.

Acho que meio que disse tudo que tinha para dizer sobre 2009 no meu post de niver, mas para não perder o costume, lá vai:

Seria lugar comum dizer o quanto esse ano foi difícil. Seria repetitivo lembrar-me de cada uma das pedras do caminho, de cada percalço.

Olhando para trás, nem acredito que conseguir agüentar isso tudo. Não acredito que ainda consegui construir alguma coisa em meio a tanto caos.

Do começo ao fim, uma puxada de tapete atrás da outra. Tendo que conviver não só com os problemas externos, mas com meus problemas internos também.

Não sei se estou preparada para tudo que ainda estar por vir, mas, certamente esse ano me preparou para agüentar as dificuldades que ainda estão por vir.

Então, já que quero esquecer as coisas ruins que aconteceram e me focar no futuro, vou postar minhas metas para 2010:


• Que tudo dê certo com o casório
• Conseguir um emprego na área de Design
• Aproveitar tudo que Curitiba tem para oferecer ao lado dos meus amores
• Seguir em frente e viver a vida diferente que me espera

No fim não são muitas metas. Talvez por não saber o que me espera, eu só tenho planos mais concretos para antes da mudança. Chegando lá eu realmente não sei o que fazer.

Rola um frio na barriga. 2010 vai ser mesmo um ano de mudanças, e eu espero que sejam todas para o bem.

Espero que toda a dor e sofrimento desse ano tenham acumulado milhas de sorte e felicidade para o próximo!

Feliz Ano Novo~
 
 
Anne_chan
14 December 2009 @ 06:49 pm
Mais um ano de vida, mais reflexões. Como foi ter 25 anos?

Quando criança, eu me imaginava uma mulher independente aos 25, com cabelo comprido, usando brincos grandes e um blazer rosa. Também me imaginava casando aos 25, ao mesmo tempo em que me via como uma mulher que não precisava de homem algum.

Então eu cresci. Não estou com o cabelo comprido, sequer uso brincos e não tenho nenhum blazer rosa. Independência? Bem que eu queria! Pelo menos parte do casamento eu passei raspando, já que caso daqui a 3 meses.

Realmente, não senti esses 25 anos. Não foi uma idade de realizações, como eu esperava quando era criança.

Foi um ano difícil, onde eu sofri muito, mudei muito, chorei muito. Foi um ano de plantar sem saber quando ia colher. Um ano muito nebuloso no seu inicio e muito estafante no seu final.

Dizem que é a praga dos anos ímpares, será? Não sei, mas esse ano realmente mostrou-se bastante ruim.

Eu pude crescer, amadurecer, mas não queria ter sofrido tanto assim para isso. A dor de não ser você mesma, de viver numa vida que não é a sua. Trabalhar apenas pelo dinheiro, sem praticamente nenhum prazer. Realmente, eu não quero essa vida para mim.

Também foi um ano de aprender coisas novas. De começar a longa caminhada para uma vida diferente.

E, para os meus 26 anos, eu espero mudanças positivas. Espero que o casamento seja um sucesso, que meu apt fique pronto logo, que eu consiga um emprego onde possa ter alguma realização profissional.

Agora é torcer e esperar que esse restinho de ano passe rápido. 2009 não aguento mais você!
 
 
Anne_chan
08 November 2009 @ 08:39 pm
Falta pouco mais de um mês para o meu aniversário e é incrível notar o quanto este ano passou rápido.

De todo jeito, é bom que tenha passado rápido. Está sendo um ano difícil. De plantar para colher, de estar quase lá... de esperar e esperar... E de tempos em tempos perguntar: "A gente já chegou?".

Não, não chegamos ainda. Mas já não estamos mais no ponto de partida. Estamos quase lá, enxergando no horizonte a chegada.

A data está marcada. O apartamento está comprado. A vida vai mudar, muito e drásticamente.

Chega a ser estranho que eu deseje tanto essas mudanças, que esteja esperando tanto por elas.
Não é do meu feitio querer mudar, afinal eu gosto da minha estabilidade, mas sempre há um momento em que necessitamos passar para o estagio seguinte.

Gostar de estabilidade não quer dizer gostar de estagnado. Pelo contrario, odeio me sentir parada no mesmo lugar.

E é isso que me faz ir em frente. Procurar esses novos desafios e enfrentar o desconhecido.

Ano que vem a vida será outra. Estarei desempregada em outro estado, longe dos meus pais, longe do conforto e das mordomias da vida em casa.

Estaria mentindo se dissesse que isso não me deixa assustada. Que não tenho medo de deixar tudo para trás.

Eu tenho medo, e muito, de muitas coisas. Medo de não ter dinheiro, de não conseguir emprego, do apartamento demorar muito para ficar pronto. Medo de todas essas novas situações.

Não vou estar no controle delas. Não posso prever tudo que pode acontecer daqui para frente.

Entretanto, estou ansiosa para o que vai acontecer. O medo e a ansiedade estão juntos. Eles misturados com a necessidade de alçar meus vôos por contra própria.

Claro que ajuda saber que não estarei sozinha. Que estarei junto de pessoas que eu amo e que sei que vão me apoiar e viver essa vida nova ao meu lado.

Espero no ano que vem, às vésperas do meu primeiro aniversário vivendo longe de "casa", eu possa relatar estórias incríveis dessas novas aventuras.

E é ruim não estar lá ainda. A transição é um momento chato e difícil. Nunca gostei do morno, do meio. De sentar e esperar.

Força Anne, falta pouco agora.
 
 
Current Location: Brazil, Florianópolis
Current Mood: anxious
 
 
Anne_chan
30 July 2009 @ 10:45 am
GFTO  
Resolvi postar aqui... porque atualmente me sinto perseguida no twitter (ahá... chega a ser engraçado). E não tem coisa pior do que não poder me expressar livremente por causa de "mimimis" alheios.

Pelo menos aqui pouca gente lê. E quando lê, muitas vezes faz muitos meses depois de eu ter escrito, e então ninguém vem me cobrar sobre o assunto. Mais liberdade que isso só postando no Dia difícil (http://diadificil.com/).

Eu realmente estou cansada. Com uma vontade sem tamanho de simplesmente desaparecer. Sumir mesmo, passar um tempo sozinha.

Estou cansada de me magoar, de me sentir traída. Não posso exigir nem reclamar, afinal a culpa desses sentimentos é minha.

Queria conseguir fazer alguma coisa útil. Queria ter o que fazer. Além de trabalhar, trabalhar... não me sinto criando nada, produzindo nada. Não tenho diversão, distração. Moro longe de tudo, trabalho o dia inteiro, não tenho ânimo nos fins de semana, meu namorado está em outro estado...

Quando isso vai acabar? Chega desse combo de coisas. Eu mal consigo me levantar e já puxam meu tapete de novo. Estou cansada de cair.

Vai ver é o problema dos anos impares. Vai ver dessa vez eu aprendo a lição. Quem sabe dessa vez eu me seguro nas minhas convicções e não volto atrás.

Aliás, voltar atrás é um dos meus maiores erros sempre. Toda vez que eu estou numa posição segura e que me trás benefícios, acabo voltando atrás.

Aprender a lição uma vez por todas, como faço?
 
 
Anne_chan
12 July 2009 @ 09:20 pm
Agora, nesse exato momento, eu me sinto no meio do caminho.

O desespero do post anterior (de abril) me fez correr atrás dos meus sonhos. E assim as incertezas se transformaram em planos e objetivos.

Cada dia é um passo a frente para finalmente chegar onde eu quero. E assim eu encaro os sacrifícios do dia a dia como parte do caminho a percorrer.

Mudar é difícil para mim, mas estou mudando. Num ritmo um pouco mais rápido do que eu gostaria, é verdade, afinal nem sempre a vida espera.

Meu coração está apertado, meus dias cansativos. Será que isso é crescer?

Agora é esperar. Esperar o dia de olhar para trás e dizer "Valeu a pena".
 
 
Anne_chan
05 April 2009 @ 01:40 am
Já estamos em Abril e eu ainda não consegui nenhuma meta para esse ano. Não consigo olhar para frente, não consigo ver uma saída para a situação em que estou agora.

Passei Janeiro e quase todo Fevereiro em função do TCC. Consegui viajar e curtir uma semana e meia de férias. Então veio a formatura e "plim" comecei a trabalhar. Incrível, me formar numa sexta e começar a trabalhar na segunda.

Obviamente, se fosse um trampo legal, isso não seria um problema. Seria muito bom até.

O problema é que estou no tipo de trabalho que eu sempre repudiei. Num tipo de ambiente que eu sempre quis passar longe. E o pior de tudo, não tenho para onde fugir.

Meus pais me arranjaram esse trampo graças a rolos políticos. E eles acham que isso é o melhor para mim. Eu, recém formada, presa num trabalho que não me dá nenhum futuro.

Os dias têm sido desesperadores. Eu me sinto vazia, sem sonhos, sem objetivos. Nenhuma saída. Nada certo, concreto, que eu possa correr atrás.

Não aguento mais ficar em casa. Não aguento mais os dias tensos, tristes e vazios. Eu só queria ir embora. Queria que fosse mais fácil deixar tudo isso para trás.
Mas eu não estou sozinha, por isso não posso pensar só em mim. Meus desejos egoístas de felicidade interferem em mais gente do que eu gostaria.

É difícil ter fé que uma solução vai aparecer. Difícil acreditar que algo bom vai acontecer. Que logo eu vou estar olhando para trás e rindo do meu desespero.

Agora eu só posso pedir por forças. Forças para aguentar, para seguir, para enfrentar. Forças são algo menos mágico e mais palpável. Pelo menos mais palpável que uma solução fantástica ou uma ajuda inesperada.
 
 
Current Mood: depressed
 
 
Anne_chan
20 January 2009 @ 01:29 pm
Aqui estou eu, depois de um belo tempo sem postar no LJ fazendo mais uma review de evento. Yay 8DDDDD

Vou comentar dia a dia o que aconteceu. Espero que tenham paciência para me acompanhar nessa aventura! Vamos lá 8D:

Quarta Feira:
O evento sempre começa um dia antes dele, afinal a viagem também faz parte da brincadeira.
Pela terceira vez estamos indo, eu e o Daniel, de Floripa a Curitiba de carro para pegar a caravana de lá.
A viagem de carro foi tranqüila, chegamos cedo, comemos no MC e apertamos a Naki para seeeempre.
O pessoal da caravana de Curitiba Nice como sempre e ainda tivemos a surpresa de encontrar pessoas de SC por lá. Ou seja, mesmo em outro estado, estávamos em casa.

Quinta Feira:
Chegamos cedinho em Sampa. Deu para ir ao hotel, dormir um pouco, tomar banho e café da manhã.
Encontramos a Kazi, que ficou no hotel com a gente, e resolvemos ir para a Liba.
Antes a gente até tinha pensado em ir um pouco no evento, mas a preguiça falou mais alto e resolvemos apenas passear.
Gastamos nosso dinheiro em viadagens otakus na Liba e nos descobrimos pobres já no primeiro dia de evento FFFFFFFFFFFFFFU 8DDDDDD
Comemos por lá, fomos para o hotel descansar um pouco (enquanto negos jogavam DS) e a noite voltamos à Liba *e passeamos um pouco no shopping também*.

Sexta Feira:
Agora sim o primeiro dia de evento. Fomos, eu e a Naki, de cosplay de Gundam 00. Não esperávamos ser reconhecidas... e foi uma surpresa encontrar tantas pessoas que conheciam a série e nossos cosplays. Algumas pessoas BEM empolgadas até.
Destaque ao japinha que nos chamou de Gundam Maisters bawwww *derrete*.
Depois voltando ao hotel. Pizza, DS e muito amor (l).

Sábado:
Dia de usar cosplay de Mana. Consegui me arrumar mais rápido do que de costume e poxa, achei que a maquiagem ficou legal ;____; *feliz*.
Bastante fotos novamente, é legal saber que AINDA existem fãs de Malice Mizer.
O evento estava mais cheio que sexta (dia caaaaaalmo), mas mesmo assim estava confortável.
Nesse dia a Niimura e o Cássio chegaram ao evento e passamos um tempo legal juntos Yay.
Único ponto ruim foi ser advertida, no fim do dia, pelos bombeiros. Isso porque eu e a Naki estávamos tirando fotos de fanservice LEVE. Um pouco revoltante mas ok, nos divertimos mesmo assim.
De volta ao hotel, mais pizza *____* e preguiça e sonooo~

Domingo:
Último dia ;____;. Sempre triste e um pouco tenso. MUITA demora para entrar.
Estávamos de Vocaloid e eu realmente não esperava ser reconhecida. Mas mesmo assim muita gente conheceu e reconheceu os cosplays.
Apesar do evento estar bastante cheio, ainda achei calmo levando em conta que era um domingo. Havia lugar para sentar em todos os momentos, além das salas e talz. E dava para circular normalmente.
O dia foi acabando e o evento também, mas ficamos todos juntinhos até a hora de ir embora ;___;.

Resumindo tudo, o evento foi muito bom. Passei todo o tempo com a Naki, o Daniel e a Kazi e um bom tempo com a Niima, o Cássio e a Voldie. Além de bons momentos com outras pessoas.

Deu para ver e dar um “oi” para vários conhecidos. Deu para parar para conversar com muita gente que eu adoro e só vejo em evento. Deu para curtir, tirar fotos e fazer internas.

Não participei de concursos, mas meus cosplays me deram MUITAS alegrias. *____*

E mais uma vez a AD se confirma como o evento dos sonhos. Estou sonhando até agora e ainda não acordei 8D. FFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFUUUUUUUUUUUUUU 8D

Enfim. Para encerrar, apenas uma frase:

MEU E TEU
 
 
Current Mood: bouncy
Current Music: Silent Night - Buck-Tick
 
 
Anne_chan
11 October 2008 @ 09:48 pm
Meu Live Journal anda parado. A verdade é que sempre acabei usando ele para falar de viagens e desabafar em momentos depressivos (TPM?).

Não que tenha parado de viajar. Fiquei de contar minha ida ao Rio de Janeiro e depois disso fui novamente de para Curitiba. Não que tenha deixado de me deprimir, mas me sinto mais forte em relação a isso agora.

Dessa vez vou postar por um motivo diferente. Acabei de ver um dorama (Nobuta wo Produce) e ele me emocionou tanto que senti necessidade de escrever.

Meu braço direito está (ou deveria) impossibilitado de fazer qualquer coisa. Uma tendinite das bravas como a muito eu não tinha. Por isso, mesmo com tantos sentimentos, acabarei sendo breve.

Não vi muitos doramas até hoje e dos que vi, quase todos, eram escolares. Temas como amizade, amor e juventude foram bastante explorados em todos eles. E, mesmo não sendo mais uma colegial, acabo me identificando de alguma forma. Sinto-me tocada com as mensagens simples de cada um deles.

Podemos ser felizes mesmo longe das pessoas que amamos, desde que elas queiram estar perto da gente. Ninguém precisa de proximidade física para amar um amigo. Basta ter o coração e os pensamentos conectados que nenhuma distância será grande o suficiente para separar você de quem ama.

A maior distância que existe é entre dois corações, não entre dois corpos. A distância que pode haver entre dois corações, as barreiras, são maiores do que as dimensões do globo.

E isso é triste, quando a distância é criada dentro da gente. Dentro do outro.

Chorei, não nego, com o final desse dorama. Assim como chorei no final de tantos outros. Parece que os finais nunca são felizes ou previsíveis. Acho que as novelas brasileiras me acostumaram mal a ver todo mundo feliz no fim, todo mundo casando e com filhos e todos os vilões sendo punidos.

Nos doramas não há isso. Até porque nem sempre há vilões. Até porque a vida não é tão simples assim. E há de haver felicidade mesmo quando tudo não acaba exatamente bem.

São finais que nos arrancam lágrimas, que deixam o coração pesado. Contudo, acho que prefiro assim.

Essa tristeza que faz pensar é melhor que a felicidade vazia de um final certinho.
 
 
Anne_chan
03 August 2008 @ 08:43 pm
Finalmente, com semanas de atraso, a prometida review das férias. Não que realmente várias pessoas estejam louquíssimas para ler, mas me sinto em falha comigo mesma atrasando tanto assim esse relato.

Parte do atraso se deve a continuação da viagem, já que da Anime Friends eu pulei direto para o Rio. Outra parte é por que, realmente, demorei até me acomodar para sentar e escrever.

Anime Friends 2008:

Não sei exatamente que parte seria melhor para iniciar a saga da AF desse ano. Acho que o melhor seria começar pela ida.

Novamente (como fiz na AD) fui com a caravana de Curitiba para São Paulo. A vida de organizadora de caravanas realmente não é mais para mim e poder relaxar e curtir o evento sem preocupações não tem preço.

A caravana foi bem divertida. A organização boa, as pessoas idem. Ainda mais que a Lee estava junto. Pudemos nos divertir bastante.

Logo no primeiro dia não fomos ao evento. Usei meu cosplay de Atsushi Sakurai (QQQQQ) e andamos pela Paulista, tomamos café no Starbucks, tiramos fotos na loja do pai da Voldie e ainda jantamos na Liberdade.
O ponto alto da noite foi assistir a pré estréia do Batman. Ok, eu dormi de cansaço em algumas partes, mas foi uma sensação interessante ir a uma pré estréia, já que nunca havia tido essa experiência.

Na sexta fui para o evento com o cosplay de Kira Izuru. A peruca estava me irritando e acabei não agüentando muito com o cosplay. Aproveitei para visitar alguns estantes, tentar conhecer mais do evento e até assistir a algumas apresentações.
Acabamos saindo mais cedo para jantar de novo na Liba. Nham Nham.

O sábado foi um dia mais movimentados. Usei um cosplay (Mana Trans Japa) bastante trabalhoso, contudo ele não restringiu tanto meus movimentos quanto poderia.
Gostei muito desse cosplay e do grupo moe de Malice Mizer. Acho que as roupas da gente ficaram lindonas e me arrependo de só ter participado do desfile de cosplay (que me rendeu o terceiro lugar!).
Acabamos ficando muito na área cosplay, por conta da apresentação e talz. Isso é um pouco negativo, entretanto não tenho o que reclamar do espaço. Muito bom para as fotos e bastante amplo.
Esse dia terminou com a Lee, a Naki e a Kazi no nosso quarto. Elas deram AQUELA força para mim e para o Daniel nos nossos cosplays (na noite anterior também).

O último dia foi um pouco tenso. Meu humor não estava dos melhores, a fila estava grande, o evento cheio. Mesmo assim foi muito melhor que os domingos de Anime Friends no geral.
Estreamos nosso grupo de Gurren Lagann. Usamos cosplays bonitos, coloridos. Fazer uma garota com pouca roupa foi um pouco... constrangedor. Ainda mais estando acima do peso. Pretendo emagrecer e fazer ela de novo. Afinal, se eu gostei do resultado com barriga, imagine sem ela?
Depois de muitas fotos e diversão, acabamos o dia comprando coisinhas e visitando lojinhas. Um final digno dos otakus que somos.

E assim terminou a Anime Friends. O que tenho a dizer sobre o evento é que ele foi muito melhor organizado que os anteriores. Estava mais espaçoso, mais bonito. O lugar realmente me surpreendeu e desejo de todo o coração mais Anime Friends no MartCenter.
Outro ponto bom, claro, foram os amigos. Andar todo mundo junto sem se perder é sempre meu sonho de consumo nos eventos.

Esse ano acabei sem conhecer pessoas novas, tirando um caso ou outro em filas. Também não conversei tanto quanto gostaria com alguns conhecidos, daqueles que só vejo em eventos. Pelo menos pude estar bastante com meu grupo. Não se pode ter tudo, não é?

O saldo do evento foi positivo. Poderia dizer, até, que foi meu melhor Anime Friends. Embora seria uma disputa apertada e talvez influenciada pelo péssimo Anime Friends do ano passado.
Ainda assim, se não foi a melhor, com certeza foi uma das. Um ótimo lugar, bons amigos. É tudo que eu poderia querer.

Agora, a viagem para o Rio fica para a próxima “edição”. Senão fica longo demais e ninguém lê, ne?

See you later... Beijinhoss
 
 
Current Mood: good
Current Music: Pig - Whore.
 
 
Anne_chan
14 May 2008 @ 05:40 pm
Mudar nunca foi fácil para mim.
Minhas mudanças são lentas, graduais e tem que partir de mim a decisão de fazê-las.
Por mais que sofra pressões externas, que as situações me forcem uma mudança de atitudes, não adianta. A vontade tem que partir de mim, a mudança vai acontecer de dentro para fora, devagar, a seu tempo.
Às vezes penso que seria mais fácil para mim se fosse diferente. Se eu fosse mais flexível, mais disposta a me adaptar as diferentes situações.
Não duvido que muita gente relacione minha dificuldade de mudar com imaturidade. Entretanto, seguir o próprio ritmo me parece uma atitude muito madura, não?
Eu estou mudando, meus desejos estão mudando. E essas mudanças parecem estar vindo todas juntas ao mesmo tempo, me confundindo. Sei que são mudanças internas, mesmo que algumas tenham influências de fatores externos, sei que tudo que posso fazer é deixar acontecer.
Ainda me estranho um pouco, ainda não sei lidar com as implicações de tudo que está acontecendo.
Estou torcendo por mim. Espero poder me orgulhar do resultado dessas mudanças.
 
 
Anne_chan
16 April 2008 @ 05:18 pm
Ok, esse não é o título de verdade. É só uma brincadeirinha.

Para quem não conhece Buck-Tick, aqui vai uma foto deles (isso é de 2002/2003). http://i46.photobucket.com/albums/f117/tigerpal/Scans4/UV87_p27.jpg (o loiro é o Imai, guitarrista do B-T e o moreno é o Atsushi, vocal. Ok? 8D)
A fic se passa em 95. E é isso... não sei se vai fazer sentido, mas fico contente com quem ler/comentar:


***
Estava recostado em alguns travesseiros, semi sentado na cama, com apenas um pedaço de lençol a cobrir lhe o corpo. Sentia como se houvesse acabado de sair de um torpor. Quem sabe tivesse cochilado, não sabia ao certo. Só sabia que, agora, estava sozinho naquele quarto.
Cogitou por um momento que Imai simplesmente houvesse ido embora, porém lembrou que era na casa dele que estavam.
Sorriu colocando a ponta dos dedos sobre os lábios. Não duvidava que Imai pudesse ir embora e só depois percebesse que estava saindo da própria casa.
Atsushi espreguiçou-se tocando os próprios ombros em seguida, num gesto que costumava fazer para afastar deles seus longos cabelos. Novamente teve que sorrir. Não existia mais cabelo longo algum para afastar, não se acostumara com isso ainda.
Sua decisão de cortar os cabelos pegou alguns de surpresa. Os amigos não costumavam entender a necessidade de mudar que possuía, de trocar de casca. Aqueles cabelos o tornavam frágil. Frágil diante da própria beleza feminina que via diante do espelho. Como se seus sentimentos fossem influenciados por aquela imagem, como se sentisse uma mulher.
Não queria mais aquilo, não queria mais ser vítima de sentimentos dúbios. Queria que eles o houvessem deixado junto das longas madeixas, queria finalmente ter paz.
Era engraçado. Se ainda tentava afastar os cabelos dos ombros, se muitas vezes tinha aqueles gestos de quem tem cabelo comprido, talvez fosse um sinal de que não havia conseguido mudar de fato. Não ainda. Sua alma não tivera tempo de acostumar-se com sua nova imagem.
“Atsushi?” Ouviu a voz de Imai lhe chamar, como se aquela não fosse a primeira vez que houvesse tentado chamar sua atenção.
Virou o rosto na direção da voz dele e sorriu. Sorriu por ver Imai ali, sorriu confuso, por ver uma câmera em suas mãos.
A primeira coisa que veio a mente do vocalista foi que seu amigo tivera uma idéia pervertida. Afinal estava nu, no meio do quarto, segurando uma filmadora portátil.
“Você vai precisar de um tripé se quiser nos filmar fodendo, Imai” Falou divertido, ajeitando-se na cama, rindo da aparente confusão que se formou no rosto do guitarrista.
Ele gesticulava com as mãos, sem conseguir falar coisa alguma. Era sua maneira de dizer que não era aquilo que tinha em mente. Então o que será que ele queria?
“Eu quero que você cante para mim...” Murmurou, chegando perto da cama, ficando de joelhos nela, relativamente afastado do amigo. “Só para mim, como fazia antigamente.”
Sua voz soou nostálgica aos ouvidos de Atsushi, que tentava lembrar-se do que o outro estava falando. Será que ele se referia aos dias que passavam no quarto de Imai, bebendo e fumando escondidos enquanto ouviam aquelas bandas ocidentais que mal tinham capacidade de pronunciar o nome?
Então Imai lembrava daquilo. Era curioso que ele se lembrasse de qualquer coisa, quanto mais de uma que nem o próprio Atsushi recordava direito.
“O que o meu Imai quer que o seu Acchan cante?” Perguntou num tom forçadamente carinhoso, achando que o outro estivesse tentando lhe pregar uma peça. Já que não lhe fazia sentido Imai sentir-se possessivo a seu respeito.
O guitarrista queria ouvir qualquer coisa, desde que fosse com a voz de Atsushi, era isso que dizia, deixando o vocalista confuso.
Devia cantar uma música própria? Uma música do outro? Talvez uma música que significasse algo importante para ambos, havia alguma música assim, não?
Começou a cantarolar mentalmente, fechando os olhos, pensando que mesmo hoje não conseguiria pronunciar corretamente o inglês daquela música. Embora soubesse que Imai não iria se importar com isso, já que ele mesmo a pronunciaria de uma forma ainda mais sofrível, Atsushi não queria fazer feio. Seria por estar sob as lentes de uma câmera? Ou apenas por um desejo infantil de surpreender o outro? Não sabia.
Notou, ao abrir os olhos, que seu amigo já começara a lhe filmar. Fitando-o com uma incomum concentração, segurando firme a câmera.
Sorriu para Imai, começando a pensar que a vodka que beberam antes de irem para cama o podia estar afetando. Mesmo sendo óbvio que apenas uma garrafa não fosse o suficiente para alterar qualquer um dos dois.
“Espero que você não tenha usado aquelas coisas que esconde no armário do banheiro. Ou o Ani vai surrá-lo usando as baquetas.” Falou, achando graça da situação, sorrindo diante do dedo médio que Imai acabou por levantar.
Moveu-se na cama, saindo de sua posição relaxada, ficando também de joelhos nela. Trocou a expressão preguiçosa por uma outra, que Imai devia conhecer bem, e fixou seus olhos na lente da câmera.
Desejou por um momento haver bebido outra garrafa de vodka, achava-se mais bonito diante das câmeras quando estava completamente bêbado. Só assim perdia totalmente as inibições, permitindo-se ser aquele outro Atsushi.
Respirou fundo e umedeceu os lábios, passando a língua lentamente por eles, sem parar de sorrir. Concentrou-se na filmadora, tentando não perder seu olhar no corpo nu de Imai que a segurava, por fim começando a cantar.
Sua voz rouca reverberava pelo quarto, cantando aquela música em um inglês menos péssimo do que quando eram adolescentes, trazendo um sorriso ao rosto de Imai. Atsushi sabia sempre o que fazer para agradá-lo, até mesmo quando aparentava não fazer idéia do que o guitarrista desejava.
Vê-lo pelo visor da câmera era estranho aos olhos de Imai. Era uma visão diferente da que estava acostumado. Já que normalmente seu colega de banda cantava ao seu lado, às vezes muito próximo, mas nunca desse jeito. Não assim com os olhos tão fixos em sua direção.
O cabelo, agora curto, de Atsushi estava desarrumado de uma maneira que quase parecia proposital. Os olhos negros eram adornados com olheiras profundas, que lhe davam um ar mórbido e cansado. Ver feições tão decadentes num rosto tão bonito, fazia Imai esquecer por um momento da música que seu amigo esforçava-se tanto para cantar.
O coração de Atsushi batia acelerado causando uma sensação de desespero que conhecia bem. Era o outro motivo que o fazia beber tanto antes dos shows, aquele desespero de subir ao palco. E agora ele parecia tão forte, mais forte por estar cantando para Imai do que se cantasse para uma grande platéia.
Aquilo estava claro nos olhos de Atsushi, que ganhavam uma expressão de medo, ficando ainda mais sensuais e escuros. Pelo menos para Imai era assim que eles pareciam. Sempre achara sensual o medo nos olhos de seu amigo.
Mesmo que mantivesse sua voz firme, assim como seu olhar, Atsushi não sabia onde pôr as próprias mãos, naquela ausência de microfone. Pensou em fazer gestos com elas, esticá-las em direção a câmera, como num clip. Contudo isso lhe pareceu comum demais, típico demais. Como iria surpreender Imai assim?
Seu nervosismo aumentava, sua mente pensava na grande quantidade de vodka que desejava haver ingerido e suas mãos continuavam incertas.
Abaixou o olhar por um momento, murmurando uma parte instrumental da música, abraçando o próprio corpo numa aflição que não era tão falsa quanto deveria parecer.
Apertava a própria carne, se arranhando, gemendo baixo antes de erguer novamente o olhar para a filmadora e iniciar uma nova estrofe da canção. Mordia o lábio inferior fazendo pausas estratégicas, arranhando os braços, descendo as mãos pelo peito. Sua voz tornando-se dolorida assim como sua pele marcada.
Imai parecia surpreso, como se não houvesse pensado que Atsushi atuaria daquela maneira diante de si. Indeciso se devia manter a câmera firme nas expressões do vocalista ou se seria melhor que ela passeasse como passeavam as mãos do amigo pelo próprio corpo.
O refrão chegou carregado daquela emoção sofrida, tão forte que fazia o vocalista fechar os olhos e sacudir a cabeça. Tão forte que precisava cravar mais as unhas em seu peito para tentar escapar dela.
Enquanto uma mão ocupava-se de causar aquela dor, a outra descia muito devagar, aparentemente despretensiosa até chegar ao seu destino. Um destino pervertido, entre as pernas de Atsushi.
Naquele momento o guitarrista teve que agradecer a todo autocontrole que possuía. A essa altura já estaria gemendo se não fosse por ele. Ou até mesmo teria deixado a câmera de lado, ocupando-se de ajudar Atsushi com sua dor. Ajudar a causá-la.
E pensar que suas intenções eram ingênuas e nostálgicas quando resolveu pedir que seu colega de banda cantasse exclusivamente para ele, por um momento que fosse.
Um gemido mais alto e desesperado que o outro. Longos, tremidos. E mesmo assim Atsushi continuava a cantar, a olhar para a câmera, a ignorar os efeitos que sua atuação começava a mostrar no corpo de Imai.
Entrava num transe, um quase sóbrio, enleado por seu desejo. Tocava-se com os mesmos movimentos que costumava mimetizar no palco. Os movimentos firmes e lentos de sua mão a envolver o próprio pênis.
Atsushi não pôde precisar, mas soube que em algum momento chamara o nome de Imai entre seus gemidos. Provavelmente fora no mesmo instante que ignorara totalmente a letra da música, substituindo-a por outras frases, em japonês. Frases sujas, seguindo o ritmo daquela canção.
E Imai prosseguia filmando, esforçando-se para não tremer, para manter a imagem perfeita da câmera. Não podia perder nenhum momento daquela que era a melhor performance que Atsushi já fizera. Não se perdoaria se sucumbisse ao desejo de tocá-lo ou de tocar-se.
“Imai...” Atsushi gemeu desesperadamente, deixando sua cabeça pender para trás, tocando-se com cada vez mais intensidade. Uma mão marcando seu peito e costelas enquanto a outra fazia o que desejava que Imai estivesse fazendo naquele momento. Queria ele. Queria ele dentro de seu corpo, puxando seus cabelos longos. Que cabelos? Não havia mais cabelo longo. Não era mais aquele Atsushi que desejava ser dominado.
Era isso, pensou sorrindo, não devia mais sentir tanta vontade de submeter-se a Imai. Devia submetê-lo, assim como fizera momentos atrás. Assim como vinha fazendo desde que se livrou do fardo de seu eu feminino.
“Agora, você vai gemer para mim, Imai” Murmurou, parando de cantar, colocando as duas mãos na cama para engatinhar a pequena distância que o separava do guitarrista.
Aquele não era o final que queria. Imai quase pediu que o outro voltasse a cantar, ainda segurando a câmera, quando Atsushi começou a tocar-lhe o corpo com aquela fome que lhe era habitual.
Soube que nada poderia pará-lo. Não que Imai quisesse de fato o parar, até por que a imagem de Atsushi a abocanhá-lo também era deveras interessante.
Empunhou a câmera com apenas uma das mãos, dando um close up na face do vocalista, enquanto a outra se dirigia para tocar lhe a nuca e adentrar por seus cabelos curtos.
Sentiu Imai puxar seus cabelos e olhou para cima, vendo que o guitarrista continuava a filmar-lhe. Provavelmente o amigo queria que continuasse atuando para ele.
Não desviou o olhar da câmera, pelo contrário, manteve seus olhos presos nela da mesma forma que estivera fazendo antes. Só que, dessa vez, seus lábios estavam ocupados de uma outra forma e as mãos nada incertas.
Provava Imai, sentindo seu cheiro ficar mais intenso, seu gosto dominando-lhe o paladar. Imaginou que conseguiria saciar-se apenas por sentir o outro daquele jeito, apenas por deixá-lo preencher sua boca quase a ponto de sufocá-lo.
Sabia que a mão do guitarrista em seus cabelos não era apenas para chamar sua atenção para câmera, fazendo que olhasse para ela. Imai queria controlar seu ritmo, ditar como queria que lhe desse prazer. Pelo jeito, não aprendera que o novo Atsushi não se deixaria dominar assim facilmente. Não se não fosse do seu interesse.
Colocou ambas as mãos nas coxas de Imai, fingindo uma carícia para distraí-lo, o empurrando de súbito na cama e ficando entre as pernas dele.
Ouviu palavras nada bonitas sendo resmungadas por seu amigo, que provavelmente havia batido com a cabeça em algum lugar, embora mesmo assim continuasse segurando a câmera.
Atsushi quase riu da força de vontade que Imai estava tendo para filmá-lo. Se ele agisse sempre com tanta perseverança, pouparia muito do trabalho que o vocalista costumava ter.
“O Imai está guardando uma lembrança do seu Atsushi? Isso tudo é medo da memória falhar quando eu me cansar do Imai e ele for se aliviar pensando em mim? E eu que pensava ser inesquecível...” Disse num tom baixo, rouco, olhando para a câmera. Forçando-se para parecer sério, mesmo que risse por dentro.
Imai sentia o sangue esquentar com aquelas provocações de Atsushi. Ficava irritado com a maneira de o vocalista tentar tirá-lo do sério, sempre dizendo coisas que possivelmente o magoariam se não fosse tão acostumado com elas.
Muitas vezes acabavam lutando, fisicamente mesmo, no meio do sexo por conta de tantas provocações. Mas não seria assim daquela vez. Iria deixar Atsushi fazer o que quisesse desde que ele continuasse olhando para câmera, interpretando aquele papel que lhe cabia tão bem.
Passou a língua pelos lábios e a mão pelos cabelos, respirando fundo. Sentou-se com as pernas dobradas, puxando os quadris de Imai para o próprio colo. Desviando por um momento o olhar da filmadora, concentrando-o no pênis de Imai.
Tocou-o com as pontas dos dedos de uma das mãos, sorrindo ao ver o guitarrista encolher-se e arrepiar-se. Tinha certeza que ele estava controlando os próprios gemidos.
Envolveu-o com os mesmos dedos que o acariciavam, começando a estimulá-lo, voltando a fixar seus olhos nos dele e consequentemente na câmera.
Filmar começava a se tornar difícil para Imai. Manter sua mão firme, segurar os próprios gemidos e espasmos era uma tortura. Uma quase tão grande quanto ficar totalmente passivo nas mãos do vocalista.
Atsushi tocava seu corpo ao bel-prazer, torturando-o com sua lentidão, com seu olhar. Começando a gemer como se masturbasse a si próprio, enquanto pressionava a mão no pênis de Imai.
Com as pernas abertas no colo dele, começava a senti-lo roçar contra seu corpo sem contudo fazer qualquer pressão para começar a penetrá-lo. Aquele toque deixava Imai ainda mais arrepiado, ansioso. Como se algo lhe dissesse que Atsushi não o iria possuir se não implorasse a ele por isso.
E Imai estava certo em sua suposição. O vocalista sentia-se muito à vontade provocando-o e podia fazer isso por um longo tempo. Embora soubesse que a resistência do outro não duraria tanto assim.
Logo o guitarrista começava a gemer baixinho erguendo o próprio quadril com dificuldade. Tentando inutilmente fazer Atsushi intensificar tanto a carícia em seu pênis, quanto o roçar contra suas nádegas.
Ver Imai se entregando daquela maneira era excitante, mas ele deveria saber que apenas aquilo não bastaria para que Atsushi resolvesse saciá-lo. Não agora que estava tão entretido gemendo para a câmera.
“A-Atsushi...” Imai disse, temendo que sua voz estragasse a gravação. “Faça logo... pare com isso, você quer tanto quanto eu.” Falou um pouco mais alto, esforçando para roçar seu quadril no colo do vocalista com mais intensidade.
Um sorriso largo apareceu nos lábios de Atsushi que pensava responder Imai com alguma malcriação. Afinal, mesmo que quisesse aquilo tanto quanto o guitarrista, ambos sabiam que Atsushi conseguia segurar a própria vontade por bastante tempo se assim quisesse.
Apesar disso, resolveu dar uma chance para Imai daquela vez. Até mesmo por que deveria ter pouco filme sobrando na filmadora. Se bem conhecia Imai, era capaz dele nem ter se certificado de haver colocado uma fita nova na câmera.
Parou de acariciá-lo, colocando ambas as mãos por baixo dos quadris de Imai, abrindo caminho para penetrá-lo.
Ajoelhou-se na cama empurrando o corpo contra o do guitarrista, entrando nele sem muita dificuldade. Afinal, não fazia muito tempo que haviam feito aquilo. Pensava ser melhor assim, da segunda vez, já que não precisava ter cuidado para não o acabar machucando.
Controlar os gemidos era quase impossível, assim como tentar manter qualquer orgulho. Não conseguia de fato ser orgulhoso na cama, especialmente com Atsushi.
Enlaçou a cintura dele com as pernas, o convidando para ir mais fundo em seu corpo. Contente em poder filmar a expressão de prazer que se formava no rosto de Atsushi.
Os gemidos roucos do vocalista misturavam-se ao arfar de Imai. A imagem na câmera tremia um pouco, culpa dos movimentos bruscos de Atsushi. Mas o guitarrista sequer pensava em reclamar. Sequer pensava qualquer coisa que fosse. Segurava a filmadora mais por instinto que por consciência, pois essa o abandonava cada vez mais no vai e vem dos dois.
Cravava as unhas nas coxas de Imai, inclinando seu corpo sobre o dele, olhando mais de perto para a lente da câmera, mordendo os lábios e fechando os olhos por uns instantes. Tinha que admitir que a idéia de estar sendo filmado o excitava.
Chamou o nome de Imai de modo desesperado, como se necessitasse dele, encarando fixamente a câmera. Sabia que sua interpretação e seus movimentos eram o suficiente para fazer o guitarrista gozar, sem precisar de mais nenhum estímulo. No entanto, pensou que gostaria de vê-lo gemer mais, contorcer-se mais. E para isso voltou a envolver-lhe o pênis.
Logo os gemidos do outro começavam a confundir-se com os seus. Altos, tremidos, num belo contraste com os de Atsushi. Sempre achara que as duas vozes contrastavam bem. Fosse cantando ou gemendo. E possivelmente Imai devia achar o mesmo.
Não conseguia mais controlar sua força, nem seus movimentos. Quase não conseguia mais atuar. Apenas agindo como sempre agia, esquecendo por um momento aquela câmera. Câmera que não parecia de todo esquecida por Imai, que ainda a empunhava firmemente com uma das mãos.
Pôde sentir Imai pulsar em sua mão, estremecendo, gozando. Um grito escapando de sua garganta, os olhos se fechando com força enquanto ele apertava ainda mais as pernas em volta da sua cintura.
O prazer do outro era tudo o que precisava para chegar ao próprio ápice. Era tudo o que precisava para esquecer o seu autocontrole e também permitir-se derreter junto ao outro.
Arfou de olhos fechados, relaxando, deitando por cima de Imai e apoiando a cabeça em um de seus ombros.
Imai pôde finalmente deixar a câmera de lado após o gozo de Atsushi. A expressão final dele daquele momento era algo que iria querer rever muitas vezes. Fosse participando da cena ou apenas como um mero expectador.
Apertou o botão que encerrava a filmagem e soltou a filmadora sobre a cama, abraçando Atsushi ternamente.
“Agora sei que se um dia a banda der errado, você não vai morrer de fome...” Comentou com a voz fraca, sentindo Atsushi pesar sobre seu corpo.
O vocalista riu, erguendo o rosto e encarando Imai, só então se dando conta que não o havia beijado em nenhum momento desde que ele voltara para o quarto.
Encostou brevemente os lábios nos dele, pensando que poderia até mesmo apaixonar-se por ele qualquer dia desses.
“Você seria meu cafetão? Ou meu agente?” Perguntou afastando uma mecha do cabelo, agora tingido de loiro, da face de Imai. Vendo-o rir aquele riso desengonçado. Ele não precisava falar mais nada. Apenas aquele riso era suficiente para Atsushi.
Voltou a encostar-se em Imai, sentindo seu calor o envolver, o embalar. Talvez já estivesse apaixonado por ele.
 
 
Anne_chan
31 March 2008 @ 03:15 pm
Esse ano é o último ano. O ano de encerrar o ciclo. Engraçado que... para minha numerologia esse também é um ano de terminar, de encerrar um ciclo. Assim como o ano que vem será um ano "1" para mim, um ano de começar.

Acreditando em numerologia ou não, essa é uma coincidência bem interessante, não é? Afinal esse é o meu ano de terminar a faculdade. De finalmente ficar cara a cara com meu futuro.

Cobranças estão sendo feitas, dos outros e de mim mesma. Mas dessa vez (diferente das outras vezes) eu não quero fugir.

Isso me recorda muito o ano de 2002, quando me formei no segundo grau (em maio, por conta de uma longa greve).
Foi um ano difícil, onde precisei fazer muitas escolhas e passei por muitas dificuldades. E espero que esse ano, embora as escolhas sejam ainda mais sérias, as dificuldades sejam menores.

Afinal 6 anos se passaram. Eu não sou mais a menina de 17 anos de antes. Mesmo sendo infantil, eu mudei e cresci. Lentamente, muito mais devagar que as outras pessoas, mais cresci.

E agora eu quero encarar de frente as dificuldades. Sorrir diante delas. Conseguir fazer por mim mesma as escolhas, vencer por mim mesma os desafios.

Espero poder olhar para atrás e me orgulhar de mim. Espero não sentir dor ou arrependimentos. Espero ser uma pessoa melhor do que sou hoje.

Vou aproveitar o máximo. Esse último ano, tentar fazer lembranças felizes. Dói pensar que vai ser meu último ano. Mesmo eu tendo vontade de continuar estudando, nunca vai ser igual.
Dá uma impressão que eu não aproveitei direito... e isso dói tanto.

Recuperar o tempo perdido... nesses dois meses que faltam. Afinal depois vai ser o TCC, não vai ter mais sala de aula. Não vai ter mais dia a dia com todos juntos.
Fazer em 2 meses o que eu não fiz em 4 anos parece difícil. Mas agora não me resta nada sem ser tentar ou desistir.
E eu certamente não irei desistir.
 
 
Anne_chan
19 February 2008 @ 08:53 pm
Brincando de Boneca

Pedi silêncio uma última vez. Suas palavras irritavam-me e ter que pronunciar as minhas só fazia a irritação crescer ainda mais.
Não queria nossas vozes masculinas maculando aquela fantasia. Não queria que aqueles sons graves quebrassem a frágil imagem feminina que eu tentava compor.
Estava quase pronta, minha criação. Depois de tanto tempo em minhas mãos, acertando cada detalhe. Como uma escultura feita em mármore bruto, cuidadosamente lapidada.
Ele estava impaciente, não sei se pelo resultado ou para se livrar daquelas roupas.
Roupas minuciosamente preparadas, feitas à semelhança das minhas. Babados e tules. Anáguas e bordados. Adereços infantis tingidos de negro, pervertendo a imagem inocente daqueles adornos.
Faltava apenas um último detalhe, o batom. Vermelho, num tom de sangue, passado cuidadosamente pelos lábios carnudos daquele homem. Tão belos e delineados que sequer precisava de artifícios para aumentá-los ou deixá-los mais femininos, como frequentemente tinha de fazer comigo mesmo.
Dei um passo para trás a fim de apreciar melhor minha obra. Ali sentado em uma cadeira de meu quarto, frente à penteadeira. Uma boneca tímida em trajes negros, com belos cachos loiros, mimetizando tão bem a beleza de uma jovem dama. Numa mescla antagônica de doçura e perversidade.
Sorri para ele um dos meus raros sorrisos, satisfeito com a visão que estava tendo. Sentia-me olhando num espelho, vendo refletida a imagem da perfeição.
Aquela mulher que sempre idealizei, altiva e soturna, estava diante de mim e não mais do outro lado do espelho. Era outra criatura, minha criação.
Quase tive medo de aproximar-me daquele corpo, medo de desfazer o encanto, de experimentar pela primeira vez o prazer de tocar a mulher que residia em meus sonhos.
O trouxe pela mão até a cama onde sentamos frente a frente, para assim continuar a contemplá-lo.
Admirado que estava, como Narciso diante do espelho, era apenas sorrisos. Sorrisos que via refletidos em seus olhos artificialmente azuis, adornados por cílios negros muito longos.
A interpretação dele não era das mais perfeitas. Faltava lhe a prática com os maneirismos, as pequenas sutilezas. Contudo, ele não me parecia a caricatura disforme que vi em outros homens ao interpretarem aquele papel.
Tantas tentativas frustradas com os homens que quis transformar naquele ideal pervertido e secreto de beleza. Homens que não souberam perceber as nuances de meu desejo.
Mas ele era diferente. Soube disso desde a primeira vez que o vi. E não era só por sua beleza ou por seu porte. Havia algo nele de especial. Algo em seus olhos que transpareciam tanta inocência, ao passo que sua boca emanava a mais pura luxuria.
Ali, na forma bruta, ele já possuía as características que eu considerava ideais. Já havia nele a dualidade que tanto procurava. O misto entre a redenção e o pecado. Desde o primeiro momento, sabia que seria ele a realizar meus desejos.
Agora punha toda a relação que possuíamos em risco. Uma relação profissional diária, séria. Uma relação onde dependia dele, onde outras pessoas dependiam dele.
Aquilo era egoísmo de minha parte, esquecer de tudo para realizar aquela fantasia. Entretanto, não experimentava tipo algum de culpa. Sabia que seria mais fácil reerguer minha vida profissional, caso fosse necessário, que encontrar outro homem tão perfeito para saciar meus desejos.
Meus lábios tremiam de ansiedade. Queria beijá-lo, queria provar seu gosto. Mas faltava coragem. Ansiava por aquilo há tanto tempo que agora que tinha não sabia como proceder.
Ele parecia notar o quão confuso eu estava, acovardado por meus próprios anseios. E via minha boneca sorrir em divertimento diante disso, como se já esperasse de mim a falta de iniciativa.
Aos poucos foi se aproximando, tocando minhas mãos, tomando para si as rédeas da situação.
Pude vislumbrar por um instante o que seria feito de meu corpo. Vislumbrar em minha mente as surpresas que esta boneca tinha para mim.
Fiquei estático ao ser tocado, ao ser lentamente acariciado por cima das roupas.
Para o outro eu devia ser uma boneca, tal qual ele era para mim. Uma boneca para poder brincar, se divertir. E penso que realmente esse papel me coube melhor que a ele.
Duas bonecas brincando, ganhando vida, abandonadas pela ama que cresceu. Agora só tínhamos uma a outra para brincar e, quem sabe assim, a brincadeira não seria ainda mais divertida?
Uma das mãos dele foi traiçoeira para baixo do tule de minhas anáguas, procurando algo que uma mulher não deveria ter entre as pernas.
Quase o impedi, pensando que não queria ser tocado como um homem, que dar me conta de meu próprio desejo tão masculino iria estragar a fantasia.
Que engano. Que engano pensar que àquelas alturas algo podia estragar o que estava sentindo.
Nenhum beijo, apenas me tocava com suas mãos habilidosas por entre as saias, sem me desnudar. Brincando em silêncio, com um sorriso nos lábios rubros.
Entregue as vontades dele, assim como ele estivera as minhas enquanto eu o maquiava, deitei na cama. Cuidava para manter-me impecável, sem tirar meu olhar do dele.
Ele via um olhar frio e vazio. Olhos como de vidro, sem vida ou brilho. Eu sabia disso. E saber de meu próprio poder de dissimular me excitava.
As caricias continuavam, com a outra boneca a vir por cima de mim, roçando vulgarmente o corpo no meu.
Não o tocava. Mantinha minhas mãos uma de cada lado de meu corpo num gesto que podia ser visto tanto como entrega quanto como descaso.
O farfalhar das roupas começava a se confundir com minha respiração, cada vez mais pesada. O ruído dela me irritava, mas era única reação de meu corpo que eu não podia evitar. A única, junto de minha ereção, que não era possível controlar.
Senti que podia chegar ao ápice apenas por ter a mulher de meus sonhos por cima de mim, ditando seu ritmo enquanto dava prazer aos dois corpos.
Tolo eu em pensar que aquela boneca iria querer tão pouco. Que se contentaria apenas com aquele prazer de meninas.
Mas se era a dualidade o que eu amava, talvez amasse ser tomado de um jeito controlador pela dama que criei.
Tudo me parecia tão rápido que mal me dei conta de já estar noutra posição, com os antebraços apoiados na cama e tendo minhas roupas íntimas abaixadas até meus joelhos.
Certa tontura começava a se apossar de mim, fazendo-me ver as cenas daquele momento em flashs. Como se perdesse a consciência e a recobrasse poucos segundos depois, por vezes seguidas.
Imaginava ser culpa do prazer que sentia. O prazer tão intenso de ser tomado em silêncio por meu reflexo, em ser possuído tão completamente por alguém que antes existia apenas nos meus sonhos.
E devo dizer que meus sonhos não chegavam nem aos pés daquela realidade. Talvez minha inexperiência não me permitisse imaginar com tantos detalhes aquela cena e nem mesmo fantasiar tão longe sobre aquele ato.
A dor era uma surpresa, meus próprios gemidos descontrolados eram uma surpresa. Assim como ter os cabelos puxados e o rosto pressionado contra os travesseiros.
E o fato mais surpreendente era não mais me importar com minha voz emanando pelo ambiente, com minha maquiagem borrando contra o tecido das fronhas, com meus cabelos desgrenhando-se enquanto eu pedia por mais.
A dignidade se esvaia junto da consciência. Aquele desejo se mostrava melhor na realidade e o prazer que sentia era mais intenso que minha imaginação conseguira fantasiar.
Estava no ápice daquela loucura, já sem forças nos braços, sendo embalado no vai e vem dos movimentos de minha boneca. Ele apertava meus quadris com seus dedos, fazendo com que eu o sentisse cada vez mais fundo, até por fim não agüentar mais.
Um último grito escapou de minha garganta e não demorou muito até sentir ele também chegar ao seu limite, preenchendo meu interior com seu liquido quente.
Algum tempo passou enquanto esperava minha respiração se normalizar. Deitado de bruços, com o rosto nos travesseiros, me perguntando como seria olhar para ele naquele momento. Agora que as mascaras haviam caído, que a fantasia se tornara parte da realidade.
Virei-me na cama com o olhar baixo, demorando até encará-lo. Demorando até ver seu sorriso, sua maquiagem imaculada, os cachos ainda com forma e a roupa sem um amarrotado sequer.
Não conseguia acreditar e ele parecia notar isso, pois seu sorriso aumentava à medida que minha face devia demonstrar espanto.
Estava perfeito e intacto, mesmo depois de me possuir daquele jeito. Totalmente o contrário da minha aparência. Da minha maquiagem borrada, das minhas saias amassadas, da minha roupa intima abaixada até as canelas.
Isso fazia com que eu me sentisse uma boneca quebrada, violada. Gasta, suja, sem serventia.
Pensei em dizer qualquer coisa, mas palavras não se faziam necessárias. Éramos cúmplices em nosso silêncio, pois o sorriso dele me dizia tudo e meus olhos de vidro deviam demonstrar a ele todas as coisas que eu não saberia dizer.
E o que aquele sorriso dizia, naquele instante, é que a brincadeira apenas estava começando.


*******

Esse texto demorou mais a sair do que devia. Não essa idéia em si, acima escrita. Mas sim o a muito prometido "fanfic" que estava devendo a séculos para minha Nakinha.

Talvez ela (e quem sabe até eu) pensasse que nunca veria a cor dessas letrinhas dedicadas a ela.
Acho que o que faltava mesmo era a inspiração. E quando ela veio, avassaladora, consegui escrever tudo o que queria.

Fiquei muito feliz de ter conseguido escrever, por que não gosto de dever presentes ou de não cumprir promessas. Além de saber que eu a faria feliz quando conseguisse escrever o que havia pedido.

Já sei que ela gostou do texto e isso é o mais importante. Contudo, agora o compartilho públicamente, esperando que vocês gostem também.
Não tanto quanto ela gostou, claro, por que para ela o significado vai além das palavras escritas.

Amo você, Bebê. Obrigada por ser sempre uma inspiração na minha vida. Espero eu também te inspirar!!!
 
 
Anne_chan
28 January 2008 @ 07:23 pm
Estou de volta, vinda de mais um Anime Dreams, o Evento dos Sonhos.

Acho que esse subtítulo caí muito bem ao AD, pois desde a primeira edição que participei(em 2006)ele foi mesmo um evento dos sonhos.

Acabo sempre preferindo o AD ao AF por N motivos e desta vez não foi diferente.

Espero que todos tenham paciência para ler a review até o fim, tentarei ser sucinta, ok?

Quarta-Feira:
Na quarta eu e o Daniel saímos de Floripa para pegar a caravana de Curitiba. Por diversos motivos acabamos não fazendo caravana esse ano e isso MUITO positivo. É ótimo ir para um evento só para curtir sem preocupações.
Foi nossa primeira viagem de carro juntos para tão longe (antes só tínhamos ido até Itajai juntos com ele dirigindo)e tudo correu tranqüilamente. Tirando o obvio fato que eu fiz a gente se perder. Nessas horas penso que teria sido mais útil eu não conhecer Curitiba (não daria informações malucas 8D).
Enfim chegamos são e salvos na casa da Nakinha. Rangamos, pegamos a caravana e fomos rumo a Sampa.

Quinta-Feira
Primeiro dia de evento. Chegamos bem cedo em Sampa e pudemos dar uma dormidinha no Hotel antes de ir para o evento. Ótima iniciativa do povo da caravana. Sempre tentamos fechar algo assim com os hotéis mas nunca conseguimos.
Depois duma mimidinha básica, fomos para o evento, aproveitamos o dia calmo para ver estandes e talz.
Nada de cosplay. Saímos depois de comer um rango e fomos encontrar o Nick e a Suka na estação São Bento.
E é sempre legal conseguir se virar no metrô de Sampa, viu?
Fomos na 25 de março, olhamos coisas e depois zarpamos para a Liba. Mais turismo comercial e partimos para o turismo gastronômico indo comer no Mimatsu.
ós adoramos esse restaurante e sempre comemos lá (até por que ele fica do lado do Hotel que costumamos ficar XD). Como não nos hospedamos no Nikkey Palace nessa AD, aproveitamos e fomos visitar, não pela comodidade dessa vez, mas pela comida e pela simpatia da Angela (oi 8D).
Depois do rango hora de voltar para o hotel, papear um pouco e ir dormir.

Sexta-Feira
Como a Suka ficou com a gente no hotel, aproveitamos e fomos todas juntas com nossos cosplays de Love*Com. O anime não é dos mais conhecidos, mas mesmo assim fomos reconhecidas na Sala do CB.
Foi bom curtir um evento com a Scarlet e fazer o evento ser especial para ela (assim como foi pra gente).
Teve muita gente brilhante por lá 8D O que por si só já fez o dia render.
Saímos mais cedo do evento e novamente fomos para Liba prestigiar o rango no Mimatsu.
Comi pra caramba, foi uma maravilha. Fora que levamos a Sil para comer (e para passear 8D *bota coleira*).
Depois teve a despedida... foram só dois dias, mas foi bom estamos juntas eu, a Naki e a Suka como nos velhos tempos.
No fim do dia acabamos eu, a Nakinha e o Daniel comendo biscoitos e vendo TV. Sabe... é algo pequeno, mas coisinhas assim felizes e calmas fazem nosso dia.

Sábado
Dia de usar cosplay complexo, mas mesmo assim tudo ocorreu sem dramas. Tiramos muitas fotos, rimos bastante e repetimos as frases explicativas das nossas roupas umas mil vezes (fora que eu e a Nakinha acabamos indiretamente fazendo grupo de cosplay com Daniel 8D).
Foi muito bom fazer cosplay de Sakura e Shaoran, mesmo eu estando meio velha pra isso. A roupa que fiz era um sonho antigo e fazer dupla com a Naki é sempre super válido e digno.
Pena que ela foi ficando doentinha no finzinho do dia. Jantamos no Habibis (oi 8D) e ela já devia estar com febre. Então voltamos todos para o hotel e fomos arrumar as malas/dormir.

Domingo
Último dia é sempre último dia, ne? Dia de ir embora, dia de evento lotado.
Muita espera na fila, mais do que o normal para uma AD, a Naki super gripadinha e eu cansada, sentido a peruca pesando na cabeça.
Estávamos acabadas, as duas, mas mesmo assim fomos belos Romeu e Julieta. Talvez as fotos não tenham ficado tão boas (por conta das nossas carinhas), mas mesmo assim tiramos (a Sil tirou, oi 8D) muitas delas.
E o dia foi acabando... o cansaço se tornando mais presente até o momento de voltar para casa.

Segunda (q/)
Chegamos na Naki logo cedo... comemos um pouquinho, pegamos o carro e eu estou aqui 8D. Só por que a viagem acabou mesmo agora.


Fatos:
-Nesse evento eu não participei do concurso de cosplay, embora tenha bolado duas apresentações, preparado audio e gravado CD.
Não me sentia preparada, fiquei com medo de fazer feio. Se me arrependo? Sim, ficou um certo vazio em relação a isso. Mas por um lado também foi bom, pois o evento foi mais calmo sem a correria dos horários do concurso.

-Foi o primeiro evento *desde 2003* que eu não usei NENHUM cosplay de Mana. Se foi valido? Sim foi (e super digno 8D).
Até me perguntaram se eu estou parando com cosplays de Mana ou algo assim.
A resposta é não, não estou parando meus cosplays de Mana. Apenas havia um bocado de cosplays de anime na fila, além da falta de tecidos certos para os Manas que quero fazer.
Mas aguardem a AF mais próxima de vocês e verão um belo Manachan (L).

-Esse evento foi quase um Matsuri para mim. Porque eu fiquei o evento todo com a Naki e convivi bastante com as pessoas de Curitiba (já que estava na caravana de lá). Fora a presença da Niima, que raramente vai a evento em sampa e a falta da Lê e da Kazi.

-Os caras que estavam vendendo muppy eram cantores/dançarinos de C-pop disfarçados. Só pode...

Enfim... o evento foi único em vários aspectos. Assim como o primeiro em outros tantos.
Houve a saudade dos que não puderam ir, a felicidade de alguns reencontros (Kazushi sempai, como foi bom te ver!!), além da alegria sincera em conhecer pessoas novas (Sil, menina fofa de Mello!).

Quero agradecer a todo mundo que passou algum tempo comigo. Aos que me cumprimentaram, aos que tiraram fotos, aos sorrisos de todos.
A Naki, por ser sempre minha dupla feliz em todos os momentos. Por ser meu amorzinho e ser NHU.
A Suka, por ter se esforçado tanto para ver a gente. Foi muito importante sua presença ao nosso lado.
A Sil, pelas 800 mil fotos tiradas.
E ao Daniel, por dirigir 8 horas (4 de ida e 4 de volta) e me levar para esse maravilhoso evento.

As tristezas foram poucas. Queria ter passado mais tempo com a Niima e com a Ayuki. Queria ter encontrado mais gente, conhecido mais gente. Queria ter tido coragem de subir no palco. Queria que a porquinha tivesse ido.

Foram poucas coisinhas, pequenas, pois estas sempre acontecem. Mas o saldo foi SUPER positivo.
Um dos melhores e mais calmos eventos para sempre.

Quero mais, agora, como fas/

Obrigada a quem leu até aqui. Comentários são bem vindos!!
 
 
Current Location: Aki 8D
Current Music: YOU RAISE ME UP - LENA PARK
 
 
Anne_chan
31 December 2007 @ 02:38 am
Incrível como meu humor não melhorou muito do post anterior para este.

Eu realmente esperava que melhorasse, assim teríamos um post mais positivo de ano novo.

Meu pai realmente me deixou triste nos três últimos dias do ano. Me deixou triste por conta do egoísmo dele.
Me deixou triste, deixou minha mãe triste. Parecia que só faltava mesmo algo assim pra fechar esse ano com chave de "ouro".

Dói sabe? Por que é das pessoas que amamos que a gente espera apoio e no fim são elas quem mais nos machucam.

Eu ainda tenho um último dia do ano para aproveitar. Espero não ficar menstruada nele *com TPM* e assim me divertir na praia. Afinal, mesmo morando no litoral, eu não tomo banho de mar a muito tempo.

Ouve um tempo em que eu senti medo do mar. Foi muito, muito estranho e aconteceu numa época muito difícil para mim. Eu cheguei até mesmo a chorar para não entrar nele, dá pra entender?

Mas agora eu quero me banhar nele, senti-lo renovar minhas energias e levar tudo de ruim embora.
Um ano novo mais ritualistico, que tal?

E que ano que vem eu consiga superar todos os meus medos, vencer todos os desafios.

2008 vai ser um ano importante. Se tudo der certo irei me formar, fazer meu TCC. Pretendo procurar estágios loucamente tão logo o ano letivo comece.

Quero ganhar meu dinheiro, assumir responsabilidades. Plantar as sementes. Plantar muitas sementes.

É isso, 2008 vai ser o ano de plantar. Não quero esperar colher os frutos logo, não os quero verdes. Desejo a paciência para semear. Paciência para superar, para aprender.

Espero poder olhar para trás, daqui a um ano, e sentir que fiz um bom trabalho. Que fiz tudo que podia ter feito.

É isso que peço a Deus, ao universo. A força que comanda ao mundo.

Paciência, perseverança. Que eu possa me superar no ano que está vindo.


Feliz ano novo a todos vocês. E desejo que consigam todos cumprir suas metas para esse ano de 2008.


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Current Mood: nostalgic
Current Music: IN HEAVEN-BUCK-TICK
 
 
Anne_chan
25 December 2007 @ 06:45 pm
Ou é, quem sabe? Devia mesmo ser um post de Natal ou talvez um post sobre meu aniversário *que vou ficar devendo para sempre*.

Mas não estou inspirada para falar de Natal e aniversário. Essas coisas mais e mais têm perdido todo o brilho... infelizmente.

Não que o ano novo tenha algo de especial. Só que ainda me ligo na crença boba que tudo vai ser diferente por ser um ano novo, um novo ciclo. Como uma nova chance de tentar apagar os erros do ano anterior e começar do zero.

O ano de 2007, como muitos disseram, veio com licença para matar. E matou mesmo.
O estranho foi que as coisas que eu temia tanto no fim de 2006 não aconteceram. Não a maioria.
Aconteceu sim, toda a sorte de eventos ruins. Diversos totalmente da minha previsão pessimista.

Talvez o que tenha acontecido ao longo desse ano tenha sido muito pior do que eu imaginei que poderia acontecer. Muitos problemas ocorreram devido a coisas que sequer tinham como ser previstas.

Contudo, o que passou, passou. O jeito é tentar entender o que fez as coisas acontecerem. Ver o que teve de tão errado, o que me fez afundar mais e mais nessa poça de lama onde me enfiei.

Eu tive a capacidade de apenas cumprir uma das minhas promessas de ano novo (viajar mais, no caso) e não só descumprir as outras, como também piorar ainda mais a minha atitude diante delas do que no ano anterior. Realmente mereço um troféu.

Não que apenas coisas ruins tenham acontecido. Coisas boas também aconteceram.
Eu viajei tanto, vi as coisas por perspectivas diferentes. Tive oportunidades de conhecer coisas novas, viver situações novas.

Mas acho que o saldo negativo do ano é tão grande, que acaba ofuscando o brilho das pequenas conquistas, das pequenas alegrias.

Meu ânimo, ou o restante dele, foi se esvaindo. Fugindo de mim pelos dedos, escorregando de minhas mãos. Nem mesmo para meus hobbies, para a diversão, ele restava.
Levei puxões de orelha pela minha apatia, pelo meu silêncio. Pois nunca eles foram tão constantes.

O que sei é que não quero mais isso. Que vou lutar para ser feliz em 2008. Ser feliz da maneira mais egoísta possível.
Pois muita gente sempre me chama de egoísta, então farei por merecer essa alcunha no próximo ano.
Vou tratar de pensar mais em mim, nas minhas necessidades. No que vai ME fazer feliz.

Decisão dura, mas espero cumpri-la. Junto de todas as minhas promessas de ano novo.

Promessas essas que ainda não decidi se escrevo ou não. Talvez seja melhor só mentaliza-las.
Quem sabe?

Afinal isto não é um post de ano novo.
 
 
Anne_chan
05 December 2007 @ 09:41 am
Eu quero tanto que esse ano acabe. Acabe logo... logo...

Sabe aquele esperança infantil de que todas as coisas ruins vão embora com a simples passagem de um ano para o outro?

É talvez nada mude, mas no meu coração sempre vai parecer diferente. E eu realmente desejo que o ano que vem seja diferente.

Falta um "isso" para 2007 ser um ano tão tenebroso quanto 2004 *para mim, ok*. E esse um "isso" está para se confirmar assim que acabar o semestre.

=____________= *indo comprar a corda*
 
 
Anne_chan
14 November 2007 @ 05:08 pm
Falta exatamente um mês para o meu aniversário. (dia 14 de Dezembro pra quem for ruim em matemática).

Quem me visita aqui há algum tempo, sabe que costumo fazer contagem regressiva. Festar e contar cada dia que falta com a maior alegria.

Sempre tive alguma coisa com o meu aniversário. Era como uma data mágica, muito aguardada por mim. Como natal, páscoa, dia das crianças ou as festas juninas.

Entretanto, conforme fui crescendo, cada uma dessas datas pareceu perder o significado. Já não havia mais aquela espera cheia de ansiedade para pular uma fogueira ou ganhar ovos de chocolate.

A única data que ainda mantinha a magia para mim era o meu aniversário. E por que estou falando no passado? Por que é isso. ERA.

Não sei se foi esse ano negativo *que dou graças por terminar* ou se aconteceu algo mais pelo caminho que tirou a última coisa que ainda tinha algum brilho para mim.

Sem contagens regressivas dia a dia. Sem ficar pedindo presentes/cartinhas.
O que não quer dizer que eu não queira esses mimos. Todos sabem que gosto disso (quem não gosta?). Mas acho que cansei um pouquinho de mendigar atenção.


Eu já tive aniversários ruins. Vestibular no dia do aniversário (ou poucos dias depois). Entrega de projeto/relatório no dia do aniversário (ou poucos dias depois). Uma infinidade de coisas. Mas esse ano, mesmo sem nada disse, tava perigando de ser um dos piores dos últimos tempos.

E, tava. Por que eu decidir ir pra Curitiba, fazer a festa. UHU. E ai de quem tentar me impedir.
 
 
Anne_chan
13 November 2007 @ 09:26 am
Não consigo forjar uma expressão amena ou sequer disfarçar meu desprezo ao olhar para você.
A quem acha que está enganando? Pensa mesmo que me deixo levar por seus olhos grandes e sorriso fácil?
Seu belo rosto não mais me cativa. Ele não é capaz de camuflar sua alma putrefata.
Para mim você fede como um cadáver e está apodrecendo como um. Dia após dia, sendo comido pelos vermes do próprio pecado.
Apenas causa-me náuseas. Não compaixão, afinal você mesmo escolheu esse caminho.
Alguém que teve tudo fácil em suas mãos e sofreu apenas pelo próprio egoísmo. Pelos fantasmas que chamou para dentro de seu quarto.
Assombrado por seus convidados, monstros a quem deu abrigo, não consegue mais se livrar deles.
São seus companheiros, consomem sua alma. E assim você segue errando, dia a dia.
Tentei, Deus sabe que tentei.
Tentei avisar, brigar. Mostrar uma luz, apontar o caminho. Mas quem sou eu para julgar o que é certo?
Não duvido que acabe enxergando em mim a mesma podridão que vejo em você. Sem sequer perceber que o que está vendo são os seus olhos sujos a lhe turvar a visão.
Não me importo mais, não quero me importar. Pelo menos sei que fiz tudo o que podia.

Mas segurar sua não foi o suficiente.
 
 
 
 

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